Brasileira em Dubai relata medo e incerteza em meio a ataques do Irã: ‘ sensação de estar no fogo cruzado’

Um cenário de apreensão em Dubai

A diretora de marketing Yasmin Castro vive momentos de tensão em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde viajou a trabalho com um grupo de brasileiros. Surpreendida pelos ataques do Irã contra os Estados Unidos e Israel, ela relata a experiência de estar “no meio do fogo cruzado”, mesmo sem estar diretamente envolvida no conflito. Yasmin descreve barulhos de bombas e alertas recebidos no celular que indicam ataques na região, gerando um clima de constante apreensão.

Alertas e o barulho da guerra

“É um barulho muito diferente. É alto, mas é meio abafado, e a gente tem visto que chega em série: uma, duas, três vezes seguidas”, conta Yasmin à BBC News Brasil. Ela explica que, ao chegar em Abu Dhabi, ouviu os sons de explosões e, junto com seu grupo, decidiu retornar imediatamente a Dubai. O grupo buscou refúgio no hotel, que improvisou um bunker no estacionamento, proporcionando uma sensação de maior segurança, mas sem eliminar o medo.

Brasileiros mais assustados que outros turistas

Yasmin observa que os brasileiros demonstram um receio maior em comparação a turistas de outras nacionalidades e moradores locais. Ela relata que, durante os alertas de ataque, apenas brasileiros desceram para o subsolo do hotel, enquanto outros hóspedes mantiveram a calma. “Dá para ver que os brasileiros estão mais assustados do que as outras pessoas”, comenta. Ela acredita que essa diferença se deve à confiança geral no sistema de defesa antiaérea dos Emirados Árabes Unidos, capaz de interceptar mísseis e drones.

Retorno incerto e o desejo de ir embora

O conflito gerou o cancelamento de todos os eventos e planos turísticos de Yasmin e seu grupo. A maior preocupação agora é com o retorno ao Brasil, já que o aeroporto de Dubai foi danificado pelos ataques e permanece fechado, sem previsão de reabertura. O voo de volta de Yasmin estava marcado para o dia 7 de março, mas a viagem é incerta. “A preocupação maior já não são os ataques. É ficar preso aqui”, afirma. Ela expressa o desejo de retornar ao Brasil assim que o aeroporto for reaberto, e confessa que, apesar da possibilidade de retornar futuramente, a experiência a deixou apreensiva.

Fonte: g1.globo.com

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