Relações Exteriores do Irã afirma que está preparado para uma possível invasão terrestre.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (6) que não considera, no momento, o envio de tropas terrestres ao Irã. A declaração surge em meio a tensões crescentes e após o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmar que o país está preparado para uma eventual invasão.
Irã se prepara para guerra prolongada e promete novos armamentos.
Em resposta às ameaças, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou que o país está pronto para uma guerra prolongada e que pretende introduzir armamentos avançados ainda não vistos em campo de batalha. O brigadeiro-general Ali Mohammad Naeini afirmou que os inimigos devem esperar por “golpes dolorosos” e que o Irã está mais preparado do que em conflitos anteriores. O anúncio coincide com o disparo do primeiro míssil Khayber iraniano com destino a Tel Aviv.
Trump promete intervenção na sucessão do Líder Supremo iraniano.
Em uma reviravolta, Donald Trump expressou o desejo de participar ativamente da escolha do próximo líder supremo do Irã, comparando a situação à intervenção americana na Venezuela. “Queremos participar do processo de escolha da pessoa que irá liderar o Irã no futuro”, declarou Trump, que considera o filho do atual Líder Supremo, Mojtaba Khamenei, um sucessor inaceitável. O presidente americano busca um líder que traga “harmonia e paz” ao país, evitando a necessidade de futuras intervenções.
Chanceler iraniano aguarda confronto e declara: “Seria um desastre para eles”.
Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, reiterou a prontidão do país para um confronto, afirmando que estão “esperando” pela chegada das tropas americanas. “Assim podemos confrontá-los e isso seria um desastre para eles”, disse o chanceler, em referência a uma possível invasão terrestre. Ele também declarou que o sistema político iraniano está funcionando e que o líder supremo será substituído, indicando confiança na capacidade do país de superar a crise.
Fonte: g1.globo.com
