Claro da América Móvil busca comprar ativos de fibra ótica do Grupo Salinas na Colômbia para expandir rede

Expansão Estratégica na América Latina

A América Móvil, gigante das telecomunicações controlada pelo bilionário mexicano Carlos Slim, anunciou planos para adquirir parte das operações de telecomunicações do Grupo Salinas na Colômbia. A iniciativa, que já passou por um pedido de pré-avaliação à Superintendência de Indústria e Comércio (SIC) da Colômbia, inclui a possível compra de uma rede de fibra ótica da Azteca Comunicaciones. Esta movimentação faz parte da estratégia da América Móvil de expandir sua presença na América Latina, buscando negócios de menor porte na região, conforme indicado por executivos em teleconferências recentes.

Contexto de Monetização e Concorrência

A decisão do Grupo Salinas de considerar a venda de ativos ocorre em um momento em que seu proprietário, Ricardo Salinas, está em processo de monetização de seus negócios. Isso inclui um acordo para pagar quase US$ 1,9 bilhão ao governo mexicano para encerrar uma disputa tributária de uma década. Paralelamente, a América Móvil tem enfrentado regulamentações assimétricas no México há mais de dez anos, que visam reduzir sua dominância no mercado, impulsionando a empresa a buscar novas oportunidades de crescimento em outras geografias.

Potencial de Sinergias Operacionais

Segundo comunicado da América Móvil, a avaliação da integração com os ativos do Grupo Salinas é motivada principalmente pelo potencial de gerar sinergias operacionais. A empresa busca estabilizar e manter a infraestrutura de fibra ótica, que, apesar de não ser considerada um ativo comercialmente atrativo no momento, é vista como crucial para garantir a continuidade da conectividade em áreas onde faltam alternativas de rede. A Claro já possui uma presença significativa na Colômbia, operando em 1.104 municípios com mais de 10.660 torres e serviço 5G em 59 cidades, atendendo mais de 40 milhões de usuários e oferecendo serviços de telefonia fixa, internet banda larga e TV a cabo para mais de 3 milhões de domicílios.

Histórico do Grupo Salinas na Colômbia

Um porta-voz do Grupo Salinas explicou que o pedido protocolado na Colômbia reflete um desfecho semelhante ao de outras unidades do grupo no país. Anteriormente, um investimento em uma licitação governamental não gerou o tráfego de dados projetado, levando uma das unidades a entrar em processo de insolvência. A América Móvil, por sua vez, já havia desistido de uma proposta conjunta com a Entel para adquirir ativos da Telefónica Chile, alegando complexidade no acordo.

Fonte: investnews.com.br

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