Trump adia viagem à China devido à escalada de tensões com o Irã e pede ajuda de Pequim para Estreito de Ormuz

Pressão sobre a China para garantir o fluxo de petróleo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que solicitou o adiamento de sua viagem oficial à China em, pelo menos, um mês. A decisão, segundo o próprio presidente, foi motivada pela crescente tensão no Oriente Médio, em especial pela escalada do conflito com o Irã. Trump busca pressionar Pequim a desempenhar um papel mais ativo na garantia da segurança do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo.

Prioridade é a segurança nacional e a operação “Fúria Épica”

A viagem, que estava agendada entre os dias 31 de março e 2 de abril e incluiria um encontro com o presidente chinês Xi Jinping, foi colocada em segundo plano. Em declarações à imprensa na Casa Branca, Trump afirmou que, como comandante-em-chefe, sua prioridade máxima neste momento é garantir o sucesso da operação “Fúria Épica”, que se refere às ações americanas no contexto da crise com o Irã. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reforçou que, embora o presidente permaneça disposto a visitar a China, os planos precisam ser adaptados à conjuntura atual.

China busca estabilidade e diálogo na região

A posição chinesa, conforme expressa por autoridades de Pequim, é de que o Estreito de Ormuz é uma rota vital para o comércio internacional e que sua estabilidade é de interesse global. A China tem manifestado a intenção de manter o diálogo com as nações envolvidas no conflito e de atuar para a redução das tensões. No entanto, a pressão americana para que Pequim contribua ativamente para a reabertura da rota, caso seja necessário, adiciona uma nova camada de complexidade às relações bilaterais.

EUA buscam apoio militar internacional sem confirmação

Trump já havia sinalizado a possibilidade de adiamento em entrevista anterior, quando destacou a importância da rota de petróleo para a China, cujo consumo depende em grande parte do petróleo que passa pelo estreito. O presidente americano revelou que os Estados Unidos conversaram com cerca de sete países sobre a oferta de apoio militar para proteger os navios na região, mas, até o momento, nenhum confirmou participação formal. A cautela de outros aliados em enviar tropas para a região sugere a ausência de uma solução rápida para a crise no Oriente Médio.

Fonte: g1.globo.com

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