Ataque inédito em Diego Garcia
Na noite de sexta-feira (20), a base militar de Diego Garcia, localizada no Oceano Índico e compartilhada entre Estados Unidos e Reino Unido, foi alvo de dois mísseis balísticos iranianos. O local, que se encontra a aproximadamente 4.000 km do Irã, entre a África e a Indonésia, registrou a falha de um dos projéteis e a interceptação do outro pelas defesas americanas, evitando danos significativos. A notícia, inicialmente revelada pela imprensa americana, foi confirmada pelo Reino Unido e pela agência de notícias iraniana Mehr.
Demonstração de força e alcance
A agência Mehr descreveu o ataque como um “passo significativo que demonstra que o alcance dos mísseis do Irã vai além do que o inimigo imaginava anteriormente”. Especialistas apontam que o incidente sugere que o programa de mísseis iraniano, considerado um dos mais potentes do Oriente Médio, pode possuir capacidades ainda desconhecidas internacionalmente. A capacidade de atingir alvos a 4.000 km de distância abre a possibilidade de alcance a grandes centros urbanos europeus, como Paris e Londres.
Implicações para a segurança global
A base de Diego Garcia, embora distante do epicentro do conflito no Oriente Médio, representa um ponto estratégico. O ataque, incomum por sua localização e distância da região de tensão, reacendeu o debate sobre a ameaça representada pelo programa de mísseis do Irã. Israel, em particular, utilizou o incidente para reforçar seu discurso de que o regime iraniano constitui uma “ameaça global”, citando a capacidade de atingir cidades europeias e o histórico de ataques em outros países.
Repercussão internacional e cautela
O Reino Unido condenou as “ameaças iranianas imprudentes”, mas o governo britânico, segundo declarações de parlamentares, não possui avaliações que indiquem uma intenção ou capacidade atual do Irã de atacar a Europa. Apesar disso, o episódio intensificou a retórica de Israel, que alega ter alertado previamente sobre o desenvolvimento de mísseis de longo alcance pelo Irã. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu que mais países se unam aos esforços de EUA e Israel contra o programa iraniano.
Fonte: g1.globo.com
