Missão Naval Europeia em Discussão
Países europeus estão discutindo um plano para reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para o transporte de petróleo mundial, após o fim de um conflito. Segundo o jornal The Wall Street Journal, a proposta não incluiria a participação dos Estados Unidos.
A iniciativa visa garantir a segurança da travessia, que foi afetada por bloqueios e ameaças após o início da guerra. O plano envolve o envio de navios especializados na remoção de minas marítimas e outras embarcações militares para patrulhar a região.
Macron Confirma e Detalha Plano Defensivo
O presidente francês, Emmanuel Macron, confirmou a existência da discussão sobre o plano, ressaltando que a missão teria um caráter internacional e defensivo. Ele também afirmou que a operação não envolveria países diretamente implicados no conflito atual.
Diplomatas ouvidos pelo WSJ indicam que os navios europeus operariam sob comando próprio, sem subordinação aos EUA. A operação só seria deflagrada após garantias de cessar-fogo e em coordenação com países da região, como Irã e Omã.
Divergências e Exclusão dos EUA
A exclusão dos Estados Unidos da missão é vista por diplomatas franceses como um fator que tornaria a operação mais aceitável para o Irã. No entanto, o Reino Unido expressa preocupações de que tal medida possa irritar o presidente americano Donald Trump e, consequentemente, limitar o alcance da operação.
Macron e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, planejam reunir-se com representantes de diversas nações para discutir o tema. China e Índia foram convidadas, mas ainda não confirmaram presença.
Contexto do Bloqueio no Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e a Península Arábica, é uma passagem estratégica por onde transita uma parcela significativa do petróleo global. O Irã exerce controle sobre a área e chegou a bloquear a passagem de navios, impactando a economia mundial.
Recentemente, o presidente Trump anunciou medidas para obstruir a rota, visando cortar fontes de receita do governo iraniano e pressionar o país a aceitar um acordo de paz nos termos defendidos pelos EUA. Apesar das ameaças, o estreito nunca esteve completamente fechado, com o Irã permitindo a passagem de alguns navios mediante pagamento.
Fonte: g1.globo.com