Bens de Ex-presidente Bloqueados pela Justiça
A Justiça da Argentina ordenou a apreensão dos bens da ex-presidente Cristina Kirchner, figura proeminente do peronismo. A decisão judicial visa garantir o pagamento de aproximadamente US$ 500 milhões em indenizações, valor estipulado em um caso de corrupção envolvendo o direcionamento e superfaturamento de obras rodoviárias públicas na Patagônia durante seu mandato.
Condenação e Prisão Domiciliar
Cristina Kirchner foi condenada em 2022 à prisão, pena que cumpre em regime domiciliar em Buenos Aires. Em junho do ano passado, a Suprema Corte argentina ratificou a condenação e a inabilitou para o exercício de cargos públicos. O processo investiga um esquema de fraude que teria beneficiado empresas ligadas a Lázaro Báez, um aliado político, com muitas das obras sequer tendo sido concluídas.
Manobra de Corrupção e Transferência de Bens
Promotores descreveram o caso como “provavelmente a maior manobra de corrupção já conhecida no país”. Segundo informações do jornal La Nación, a ex-presidente teria transferido diversas propriedades, incluindo hotéis e apartamentos no sul argentino, para seus filhos como adiantamento de herança, em uma tentativa de proteger seu patrimônio.
Contexto Político e Tentativa de Assassinato
A condenação de Kirchner, que começou a ser julgada em 2019, foca na concessão de obras públicas na província de Santa Cruz. Em um evento de grande repercussão, em setembro de 2022, Kirchner foi vítima de uma tentativa de assassinato em Buenos Aires, quando um militante de extrema-direita apontou uma arma para seu rosto. O agressor foi preso em flagrante e condenado.
Fonte: g1.globo.com