Cuba Reage a Declarações Americanas
O governo cubano classificou as declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos como uma ameaça e um crime internacional. A resposta veio um dia após o chefe da diplomacia americana afirmar que a situação em Cuba era inaceitável e que os EUA iriam “resolver o problema”, sem especificar prazos ou métodos. A tensão entre os dois países se agrava em um momento delicado para a ilha caribenha, que enfrenta uma severa crise energética, exacerbada por um bloqueio marítimo imposto pelos EUA.
Ameaças e Escalada Perigosa
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, emitiu um comunicado contundente: “A ameaça de um ataque militar e a agressão em si são crimes internacionais”. As falas de Rodríguez ecoam a preocupação cubana diante de movimentos recentes que indicam um endurecimento da política americana em relação à ilha. Notícias recentes mostraram o chefe de missão da embaixada dos EUA em Havana, Mike Hammer, acompanhado pelo secretário de Estado e pelo general Frank Donovan, do Comando Sul dos EUA, em atividades que incluíam fotos em frente a mapas de Cuba, alimentando os receios de Havana.
Contexto da Crise Energética
A crise energética em Cuba se intensificou com a redução no fornecimento de petróleo, que historicamente tem sido um ponto nevrálgico nas relações entre a ilha e seus parceiros. O governo Trump já havia intensificado a pressão no início do ano, interrompendo remessas de petróleo venezuelano e ameaçando sanções a países que fornecessem combustível para Cuba. Uma rara permissão para a entrega de um navio petroleiro russo, mesmo que insuficiente para suprir a demanda, evidenciou a gravidade da escassez que tem levado a apagões regulares e gerado ansiedade na população.
Posicionamento Cubano Firme
Em resposta a comentários anteriores do presidente Donald Trump, que brincou sobre o estacionamento de um porta-aviões ao largo de Cuba para forçar a rendição, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel classificou as declarações como “uma escalada perigosa e sem precedentes”. Díaz-Canel reafirmou a resistência cubana: “Nenhum agressor, por mais forte que seja, será recebido com rendição em Cuba”. A ilha caribenha demonstra assim sua determinação em não ceder a pressões externas, mesmo diante de um cenário internacional complexo e de dificuldades internas.
Fonte: g1.globo.com
