Repatriação de passageiros do cruzeiro Hondius avança com segurança em Tenerife
Noventa e quatro passageiros e tripulantes do navio de cruzeiro Hondius, que foi afetado por um surto de hantavírus, iniciaram neste domingo (10) o processo de repatriação a partir da ilha espanhola de Tenerife. A operação, que entra em seu segundo e último dia nesta segunda-feira (11), envolveu voos organizados por nacionalidades para levar os indivíduos de volta às suas casas em 19 países diferentes.
Operação transcorre com normalidade e segurança
A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, informou que a operação transcorreu com total normalidade e segurança. Os desembarques foram realizados em pequenos grupos, com passageiros transportados em lanchas até terra e, posteriormente, para o aeroporto de Tenerife Sul. Um esquema sanitário e logístico amplo foi implementado para garantir a segurança de todos os envolvidos.
Voos partem para diversos destinos; britânicos em quarentena
Os voos de repatriação incluíram destinos como França, Países Baixos, Canadá, Irlanda, Turquia e Reino Unido. Os passageiros britânicos já aterrissaram em Manchester e permanecerão em quarentena por até 72 horas perto de Liverpool. Nesta segunda-feira, os últimos voos partirão para a Austrália e os Países Baixos, que é o país de bandeira do navio.
Navio Hondius zarpa para os Países Baixos com cerca de 30 tripulantes
O navio Hondius, que permaneceu ancorado no porto de Granadilla de Abona a pedido das autoridades regionais das Ilhas Canárias, tem previsão de zarpar rumo aos Países Baixos às 19h (15h de Brasília) de segunda-feira. Cerca de 30 tripulantes permanecerão a bordo para a viagem.
Poucos casos e risco baixo, segundo autoridades
Apesar da preocupação inicial, o argentino repatriado Carlo Ferello minimizou a gravidade da situação a bordo, afirmando que o ambiente não era preocupante e que não surgiram novos casos após os contágios iniciais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reiterou que o risco para a saúde pública continua baixo, com a maioria dos passageiros assintomáticos. O último balanço da OMS contabiliza seis casos confirmados e três mortes pelo vírus, que é raro e não possui vacina.
Fonte: g1.globo.com