MPA une 15 países contra imperialismo e por soberania alimentar em ato na UnB

União Internacional pela Soberania Alimentar

O Centro Comunitário Athos Bulcão, na Universidade de Brasília (UnB), foi palco do ato político “Noite da Soberania e Solidariedade dos Povos”. A atividade, que integrou a programação do 4º Encontro Nacional e as celebrações de 30 anos do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), reuniu representantes de 15 países de quatro continentes. O encontro foi organizado pela Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo (CLOC – Via Campesina) e teve como pauta central a denúncia do imperialismo, a defesa da soberania alimentar e o fortalecimento do internacionalismo popular.

Denúncias e Solidariedade em Pauta

Durante a plenária, as falas foram unânimes em denunciar o uso da fome, das sanções econômicas e dos bloqueios internacionais como ferramentas de guerra contra populações. A médica cubana Aleida Guevara, filha de Che Guevara, destacou a solidariedade como pilar para a construção de uma nova sociedade, ressaltando que o apoio mútuo é o que mantém viva a esperança coletiva, mesmo diante das adversidades. Ela também homenageou a resistência dos povos da Palestina, do Irã e do Iêmen, enfatizando a necessidade de unidade latino-americana e internacional para combater guerras e desigualdades.

Críticas a Bloqueios e Sanções

O embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, denunciou o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos à ilha, classificando-o como um “ato de guerra” com graves consequências para os direitos humanos, afetando serviços básicos como saúde e alimentação, especialmente para os camponeses cubanos. Ele também alertou para os riscos da ascensão da extrema direita na América Latina e para a possibilidade de escalada militar na região, reafirmando o direito de Cuba de se defender.

Resistência Popular e Integração Regional

Luz Francisca Rodríguez Huerta, da Asociación Nacional de Mujeres Rurales e Indígenas (Anamuri), do Chile, conectou a produção de alimentos à resistência popular, considerando o trabalho camponês uma forma de enfrentamento à guerra e à fome. Mayelis Del Carmen Alejo, da Comuna Sueños de un Gigante, representando a Venezuela, reforçou a defesa da soberania latino-americana e da integração regional como resposta às sanções e pressões internacionais, expressando solidariedade com os povos em luta, como os da Venezuela, Nicarágua e Palestina. O ato também abriu espaço para a denúncia da ocupação do Saara Ocidental, com pedidos de apoio ao reconhecimento da República Árabe Saarauí Democrática. O encerramento foi marcado pela entrega de medicamentos ao embaixador cubano e pela leitura do “Decreto Internacionalista”, um documento com 14 compromissos em defesa da soberania alimentar, da agroecologia e da solidariedade global, que será levado a organizações de base em diversos países.

Fonte: www.brasildefato.com.br

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