Cuba diz que alívio de bloqueio dos EUA seria mais fácil que ajuda de US$ 100 milhões em crise energética

Crise energética se agrava em Cuba

Cuba enfrenta uma severa crise energética, com apagões generalizados afetando 65% do território nacional. A situação se agravou após o anúncio do governo de que suas reservas de combustível se esgotaram, em grande parte devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos. Panelaços foram registrados na capital, Havana, em sinal de protesto contra a falta de energia.

Oferta de ajuda americana em pauta

Em meio à crise, os Estados Unidos ofereceram uma ajuda de US$ 100 milhões a Cuba. O governo cubano, através do ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, declarou estar disposto a analisar a oferta, condicionando a aceitação à distribuição dos recursos pela Igreja Católica. No entanto, a resposta oficial de Cuba indica que a solução mais rápida e eficaz seria o levantamento ou o afrouxamento do bloqueio econômico imposto por Washington.

Cuba aponta bloqueio como causa da crise

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, utilizou as redes sociais para afirmar que a situação humanitária do país é “friamente calculada e induzida” por Washington. Ele argumentou que os danos causados pela crise energética poderiam ser aliviados “de uma maneira mais fácil e rápida com o levantamento ou o afrouxamento do bloqueio”. Por outro lado, os Estados Unidos atribuem a crise à má gestão econômica interna do governo cubano.

Impacto do bloqueio energético

O ministro de Energia e Minas de Cuba, Vicente de la O Levy, informou que as reservas de combustível do país “se esgotaram” devido ao que chamou de “asfixia do bloqueio energético” imposto pelos EUA. A crise tem gerado crescente exasperação na população, que já sofre com cortes de eletricidade frequentes há meses.

Fonte: g1.globo.com

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