Fundo “morto por enquanto”, diz fonte do governo
Uma iniciativa ambiciosa do governo Trump, que previa a criação de um fundo bilionário para indenizar indivíduos que alegassem perseguição política, foi suspensa. O programa, com cerca de US$ 1,8 bilhão, surgiu de um acordo judicial entre o Departamento de Justiça e a Receita Federal (IRS) para resolver um processo movido pelo próprio Trump, que buscava compensação por suposta má gestão de suas declarações de imposto de renda. No entanto, o projeto enfrentou forte oposição e agora está “morto por enquanto”, segundo declarações de altos funcionários do governo à imprensa.
Críticas e receio de beneficiar radicais
O anúncio do fundo gerou imediatas críticas por parte de parlamentares e organizações de ética pública. As principais preocupações giravam em torno da possibilidade de a verba ser utilizada para favorecer aliados políticos de Trump, incluindo aqueles que participaram ativamente da invasão ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021. Analistas apontaram que investigações contra figuras como Steve Bannon e Peter Navarro, ambos aliados de Trump e condenados por desacato ao Congresso, poderiam se qualificar para receber compensações financeiras.
Acordo com a IRS e a suspensão judicial
O acordo que deu origem ao fundo também previa o abandono de auditorias e cobranças fiscais contra Trump, seus familiares e empresas. Além disso, incluía um pedido formal de desculpas ao ex-presidente. Contudo, a controvérsia em torno do fundo levou uma juíza a intervir, impedindo temporariamente o governo de prosseguir com sua implementação. Parlamentares democratas, como Jamie Raskin, classificaram a medida como a criação de um “caixa político” financiado por contribuintes, enquanto Elizabeth Warren a descreveu como “corrupção em nível extremo”.
O objetivo declarado e o futuro incerto
O governo Trump defendeu o fundo como um mecanismo para reparar o que o presidente considerava ser o uso político do Departamento de Justiça contra ele e seus apoiadores durante a administração de Joe Biden. O fundo teria a prerrogativa de analisar denúncias de perseguição política, emitir pedidos formais de desculpas e conceder compensações financeiras. Uma comissão, com poder de indicação e substituição pelo presidente, seria responsável por avaliar os pedidos até dezembro de 2028. No entanto, diante da polêmica e da decisão judicial, o futuro do programa permanece incerto.
Fonte: g1.globo.com
