Lançamento em Porto Alegre marca o início de uma jornada contra o preconceito etário.
A Casa Alice e o Movimento Mulheres Inquietas unem forças para lançar, nesta quinta-feira (18), o Movimento da Velharada Rebelde (Mover). A iniciativa, que promete agitar Porto Alegre, tem como objetivo principal combater o etarismo, termo que se refere ao preconceito contra pessoas idosas, e propor uma visão mais ativa e engajada da velhice.
Duas etapas marcam o lançamento do Mover.
A primeira etapa do lançamento ocorrerá na sede da Casa Alice, localizada na rua Olavo Bilac, 188. A partir das 18h, o público poderá desfrutar de apresentações artísticas, uma feira de artesanato, quitutes e livros. O evento também contará com um debate sobre o manifesto do Mover, que foi construído coletivamente a partir de esboços iniciais e encontros preparatórios.
A segunda etapa está agendada para domingo (21), às 11h, em um local simbólico: o Monumento do Expedicionário, no parque da Redenção. Com a participação da Rádio na Rua e de artistas locais, este momento visa apresentar a nova perspectiva do Mover para toda a cidade, promovendo a interação com o público de forma ampla e acessível.
Casa Alice e Mulheres Inquietas: Conheça as idealizadoras.
A Casa Alice, organização da sociedade civil sem fins lucrativos com 27 anos de atuação, é um espaço multidisciplinar em Porto Alegre que abriga um centro cultural, um espaço de convivência e projetos voltados para a comunicação, arte e cidadania. Dentre suas iniciativas, destaca-se o jornal trimestral Boca de Rua, feito por pessoas em busca de oportunidades.
As Mulheres Inquietas, compostas por Alice Diesel, Ana Lúcia Pompermayer e Heloisa Palaoro, exploram os temas do envelhecimento e do fim da vida através da arte, com atividades como tricotagem, saraus e oficinas. Desde 2019, o grupo busca abordar essas temáticas com leveza e reflexão, incentivando o diálogo e a desmistificação.
O que é o Movimento da Velharada Rebelde?
O Mover surge com a proposta de desmistificar a ideia de que a velhice é um período de inatividade. “A velharada não existe só para ir para casas geriátricas e para esperar o ‘futuro’, mas para agitar, se movimentar, ser elétrica como nos tempos de juventude”, afirma Rosina Duarte, uma das participantes e idealizadoras do movimento, ligada à Casa Alice e ao Boca de Rua.
Sem hierarquias formais, o Mover pretende articular-se com grupos já existentes, promovendo a conscientização de que uma velhice digna é um direito. O movimento se pauta em três linhas de ação: proposição de políticas públicas voltadas para a terceira idade, desenvolvimento de atividades culturais e a realização de reuniões regulares para a tomada de decisões conjuntas. As criadoras declaram: “Merecemos e conquistaremos uma velhice digna com nossa união, nossa palavra, nosso realismo e nossa alegria. Porque a alegria, senhores e senhoras, é transgressora, transformadora e revolucionária.”
Fonte: www.brasildefato.com.br
