Brazilian Nickel busca investidor-chave para viabilizar mina de níquel e cobalto de US$ 1,4 bilhão no Nordeste

Projeto Piauí Níquel busca financiamento estratégico

A Brazilian Nickel está em busca ativa de um investidor-âncora para impulsionar a captação de recursos para seu ambicioso projeto de mina de níquel e cobalto, orçado em US$ 1,4 bilhão, no Nordeste brasileiro. A empresa contratou a Rothschild & Co. para assessoria financeira global em captações de dívida e participação acionária. Paralelamente, o banco de investimentos Bradesco BBI está liderando a busca por US$ 100 milhões junto a investidores e fundos no mercado sul-americano, conforme detalhado pelo diretor financeiro André Simão.

Diversificação de Fontes de Financiamento

Além do setor privado, a Brazilian Nickel busca ativamente financiamento governamental de países como Canadá e nações europeias, bem como do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Essa estratégia de diversificação reflete a importância crescente de metais essenciais para a transição energética global e a busca por cadeias de suprimentos mais estáveis e menos dependentes de poucos países produtores.

Contexto Global e Interesse Internacional

A iniciativa da Brazilian Nickel ocorre em um cenário mundial de alta nos preços de metais para baterias, impulsionado por tensões geopolíticas e incertezas no abastecimento. Setores como o de níquel na Indonésia e o de cobalto na República Democrática do Congo enfrentam desafios de produção e restrições de exportação. Nesse contexto, países ocidentais buscam fortalecer suas próprias cadeias de suprimentos para reduzir a dependência da China. A empresa já demonstrou potencial atrativo, recebendo em 2024 uma carta de interesse da Corporação de Financiamento Internacional para o Desenvolvimento dos EUA (DFC) para um possível empréstimo.

Potenciais Parcerias e Metas de Produção

O diretor financeiro mencionou que a agência de crédito à exportação do Canadá pode oferecer até US$ 275 milhões em financiamento via dívida, e a Ecora Royalties, especializada em royalties de minerais críticos, pode fornecer cerca de US$ 62 milhões em empréstimos. Simão ressaltou a necessidade de um investidor-âncora, como o BNDES, a DFC ou a Comissão Europeia, para viabilizar o projeto e atrair investimentos menores de fundos em São Paulo, Londres e Nova York. A Brazilian Nickel, com a TechMet como principal investidora, almeja produzir 28.000 toneladas de níquel e 1.000 toneladas de cobalto anualmente nos primeiros 10 anos de operação, com início da produção previsto para o primeiro semestre de 2030.

Fonte: investnews.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *