Pedido de Verificação Eleitoral
O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos solicitou a quatro estados que verifiquem a presença de estrangeiros nas listas de eleitores. A agência mencionou possíveis violações em Nevada, Nova Jersey, Pensilvânia e Califórnia, mas não forneceu provas que sustentem as alegações. A medida ocorre em um momento em que o ex-presidente Donald Trump tem reiterado questionamentos sobre a legitimidade das eleições de 2020.
Ceticismo e Rejeição às Alegações
Em Nevada, o principal responsável eleitoral, Francisco Aguilar, rejeitou as afirmações do DHS. Ele classificou os números apresentados como “altamente especulativos” e afirmou que o departamento não ofereceu comprovação. Aguilar destacou que o estado já compartilhou informações detalhadas sobre seus procedimentos de segurança eleitoral e prevenção de fraudes com o DHS, em repetidas ocasiões. Nova Jersey, Pensilvânia e Califórnia não comentaram o pedido.
Alegações de Não Cidadãos Registrados e Ameaças
O DHS, por meio de um de seus responsáveis, alegou ter identificado mais de 250 mil possíveis não cidadãos registrados ilegalmente para votar nos quatro estados mencionados. A agência também sugeriu que adversários estrangeiros poderiam ter acesso a componentes de máquinas de votação e, consequentemente, manipular cadastros e votos, embora nenhuma evidência de tais ataques tenha sido apresentada. A agência ameaçou autoridades eleitorais que não cooperarem com medidas de segurança com multas, penalidades e até prisão, dependendo da gravidade.
Contexto Político e Histórico
O pedido do DHS ocorre em paralelo aos esforços de Donald Trump para promover legislação que endurece os requisitos de identificação e cidadania para votantes, apesar de conclusões estabelecidas sobre a raridade de fraudes eleitorais nos EUA. Trump tem intensificado a retórica sobre segurança eleitoral, especialmente em meio às eleições de meio de mandato. Ele voltou a alegar, sem apresentar provas, que a China interferiu nas eleições presidenciais de 2020. O ex-presidente tem um histórico de questionar resultados eleitorais, alegando falsamente fraude generalizada, o que foi consistentemente refutado por tribunais e recontagens.
Fonte: g1.globo.com
