Grupo Habib’s Consegue Proteção Contra Credores e Evita Paralisação com Dívida de R$ 312 Milhões

Recuperação Judicial para Renegociar Passivos

O Grupo Gennius, controlador da rede de fast-food Habib’s, obteve uma decisão judicial que concede proteção contra credores, referente a uma dívida acumulada de R$ 312 milhões. A informação, divulgada inicialmente pelo NeoFeed e confirmada pelo InvestNews, indica que o objetivo da medida é criar um ambiente para negociar os passivos financeiros acumulados nos últimos anos, que foram especialmente desafiadores para o setor.

Decisão Judicial Garante Operações Essenciais

A 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, sob o juiz Jomar Juarez Amorim, concedeu a proteção judicial. Além disso, determinou que os credores não podem interromper o fornecimento de serviços considerados essenciais para a operação do grupo, como água, energia elétrica, gás e tecnologia. No entanto, o juiz negou o pedido para liberação de recebíveis e investimentos cedidos fiduciariamente, pois estes não estão sujeitos aos efeitos da recuperação judicial, segundo a jurisprudência atual.

Investigações e Dificuldades Financeiras Antigas

Apesar da proteção cautelar estendida a Alberto e Belchior Saraiva, o Ministério Público solicitou mais provas para comprovar a integração operacional e financeira alegada por eles como produtores rurais. O Grupo Gennius enfrenta problemas financeiros há anos. A empresa Campo Limpo Point Comércio de Alimentos, por exemplo, registrou um prejuízo expressivo de R$ 1,8 bilhão no ano passado e R$ 685 milhões no primeiro trimestre deste ano. O patrimônio líquido da companhia é negativo há pelo menos cinco anos, indicando que as dívidas superam os ativos.

Credores e Histórico do Habib’s

Entre os credores listados no processo estão fornecedores e instituições financeiras, como Bamko Importação, Seara Alimentos, De Marchi, Duas Rodas Industrial, Banco Inter e Ouribank. Fundado em 1988 por Alberto Saraiva, o Habib’s se destacou como uma das maiores redes de alimentação do Brasil, expandindo-se rapidamente na década de 2010 com um modelo de franquias e faturamento anual próximo a R$ 3 bilhões. Contudo, o modelo de grandes restaurantes de rua, com custos elevados, tornou-se um desafio. Como parte da reestruturação, o grupo tem fechado unidades maiores e deficitárias, priorizando formatos mais enxutos e operações focadas em delivery e dark kitchens.

Fonte: investnews.com.br

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