Ford e GM Travam Disputa Histórica por Contrato Militar nos EUA, Buscando Novo Motor de Crescimento

Gigantes Automobilísticas Entram na Corrida Bélica

Ford e General Motors (GM) estão intensificando sua competição, não apenas nas estradas, mas também no campo de batalha. Ambas as montadoras americanas disputam o que pode ser o maior contrato militar para veículos nos Estados Unidos desde a Guerra Fria. Essa incursão no setor de defesa sinaliza uma busca estratégica por novas fontes de receita e crescimento em um mercado automotivo desafiador.

GM Defense: Uma Nova Fronteira de Oportunidades

A GM não está apenas focada no contrato de caminhões. A empresa firmou uma parceria com a Lockheed Martin, gigante da indústria de defesa, para alavancar sua capacidade de produção em larga escala em um setor tradicionalmente operado em volumes menores. Mary Barra, CEO da GM, destacou o potencial de crescimento da GM Defense, citando o Infantry Squad Vehicle (ISV), baseado no Chevrolet Colorado. Após uma encomenda inicial de cerca de 1.200 unidades, o Exército americano planeja adquirir mais de 10 mil unidades do ISV, caso o orçamento seja aprovado.

Ford Responde com Soluções Prontas e Escaláveis

A Ford também está na disputa, enfatizando sua capacidade de oferecer soluções ‘prontas para uso’ que podem entregar escala e tecnologia de ponta. A companhia declarou estar animada para trabalhar com o Exército, prometendo robustez, valor e desempenho transformadores com eficiência de custos. Essa abordagem se alinha com a demanda do governo americano por soluções comerciais mais acessíveis, em detrimento de veículos desenvolvidos sob medida que podem ter custos proibitivos.

Crescimento e Lucratividade no Radar das Montadoras

O objetivo para ambas as montadoras é claro: impulsionar o crescimento. A Ford, por exemplo, viu seu lucro operacional estagnar em torno de US$ 6,5 bilhões desde 2015, um desempenho que explica os baixos múltiplos de preço sobre lucro (P/L) negociados pela empresa em comparação com o S&P 500. O setor de defesa representa uma oportunidade de ouro para reverter essa tendência. Estimativas de Wall Street sugerem que o negócio de energia pode adicionar cerca de US$ 500 milhões ao lucro operacional da Ford até o final da década, e o setor militar é visto com potencial semelhante. A divisão Combat Systems da General Dynamics, fabricante do tanque Abrams, gera cerca de US$ 10 bilhões em receita anual e mais de US$ 1 bilhão em lucro operacional, mostrando o potencial financeiro do mercado de defesa. Embora o impacto não seja suficiente para transformar completamente os negócios de Ford e GM, que somam mais de US$ 360 bilhões em vendas anuais combinadas, centenas de milhões de dólares em lucros operacionais adicionais seriam um acréscimo significativo e bem-vindo.

Fonte: investnews.com.br

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