Ordem Judicial Protege Refugiados em Minnesota
Um juiz federal em Minnesota emitiu uma ordem proibindo o governo de Donald Trump de prender ou deter refugiados que vivem no estado enquanto aguardam a obtenção de seus ‘green cards’. A decisão do juiz distrital John Tunheim visa proteger quase 5.600 refugiados que já passaram por rigorosos processos de verificação de antecedentes e foram aprovados por múltiplas agências federais para residir e trabalhar nos Estados Unidos.
Contexto da Operação e Reações
A medida surge em meio a uma ampla operação de imigração liderada pelo Departamento de Segurança Interna, que enviou milhares de agentes federais a Minnesota. Esta operação, conhecida como Operação PARRIS, já gerou polêmica e indignação, especialmente após a morte de dois civis americanos em incidentes envolvendo agentes de imigração em Minneapolis. A ordem judicial exige a libertação imediata de qualquer refugiado detido sob a égide desta revisão de status.
Direitos e Ideais Americanos em Xeque
Em sua argumentação, o juiz Tunheim enfatizou que os refugiados têm o direito legal de estar nos EUA, trabalhar e viver em paz. Ele destacou o direito de não serem submetidos ao ‘terror da prisão ou detenção sem mandados judiciais nem causa’, especialmente em suas residências ou a caminho de atividades cotidianas como ir à igreja ou fazer compras. O juiz relembrou o papel dos Estados Unidos como um refúgio de liberdades individuais, alertando que o medo e o caos impostos aos vizinhos americanos minam esse ideal.
Críticas e Próximos Passos
A decisão foi rapidamente criticada por figuras influentes na administração Trump, como Stephen Miller, vice-chefe de gabinete da Casa Branca, que a classificou como ‘sabotagem judicial da democracia’. Apesar da crítica, a ordem judicial é clara: o governo pode continuar revisando a situação legal dos refugiados, mas sem a possibilidade de prendê-los ou detê-los. Os refugiados em questão já foram admitidos no país, seguiram as regras e estão no processo legal de ajuste de status para residentes permanentes.
Fonte: g1.globo.com
