Palmeiras rescinde contrato com a Fictor
O Palmeiras anunciou nesta segunda-feira (2) a rescisão do contrato de patrocínio com o Grupo Fictor. A decisão ocorre após a empresa solicitar recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) no último domingo (1º). A Fictor, que tinha um acordo milionário com o clube, figura entre os credores do grupo, que declarou dívidas totais de R$ 4,2 bilhões.
Valores devidos e detalhes do contrato
Segundo o pedido de recuperação judicial, a Fictor deve ao Palmeiras R$ 2,6 milhões. Esse montante engloba a parcela mais recente do patrocínio, que deveria ter sido paga em janeiro, além de bonificações por resultados esportivos. O contrato, com duração de três anos, previa um pagamento anual de R$ 25 milhões, podendo chegar a R$ 30 milhões com metas atingidas. A marca da empresa estampava as costas do time principal (masculino e feminino) e os uniformes das categorias de base, além de dar nome a um torneio sub-17 organizado pelo clube, a Copa Fictor.
Motivação da rescisão e próximos passos
O clube paulista justificou a ruptura do acordo por “inadimplemento contratual e do pedido de recuperação judicial realizado pelo grupo”. O Palmeiras informou que estudará as “providências legais cabíveis para o recebimento dos valores devidos pela Fictor”. A rescisão foi embasada em cláusulas contratuais que permitem o rompimento em casos como o de inadimplência e processos judiciais.
Outras dívidas e planos da Fictor
O Grupo Fictor também possui pendências financeiras com outras entidades esportivas, como a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), a quem deve R$ 500 mil de um patrocínio previsto de R$ 21 milhões até 2029. A empresa ganhou destaque em novembro do ano passado após se envolver em uma operação de compra do Banco Master, um dia antes de sua liquidação. No pedido de recuperação judicial, que envolve a Fictor Holding e a Fictor Invest, a empresa declarou o desejo de quitar todas as dívidas sem deságio, buscando apenas negociar prazos para o pagamento. A medida visa garantir a continuidade das atividades de forma sustentável e criar um ambiente de negociação estruturada.
Bloqueio judicial e subsidiárias
Na semana passada, a desembargadora Maria Lúcia Pizzotti, do TJ-SP, determinou o bloqueio cautelar de R$ 150 milhões das contas da Fictor. O grupo busca a suspensão e o bloqueio de dívidas por 180 dias para a holding e a Fictor Invest, enquanto as demais subsidiárias não foram incluídas no pedido e devem seguir operando normalmente.
Fonte: jovempan.com.br
