Atacante do Irã se emociona ao falar de guerra em coletiva: ‘Espero que seja algo muito bom para o nosso país’
Sara Didar, jogadora da seleção feminina de futebol, expressou preocupação com a situação no país e esperança por um futuro melhor, enquanto o conflito se intensifica.
Momento de Emoção em Coletiva de Imprensa
A atacante da seleção feminina de futebol do Irã, Sara Didar, de 21 anos, demonstrou visível emoção ao ser questionada sobre os recentes ataques que o país enfrenta. Durante uma coletiva de imprensa pré-jogo da Copa Feminina da Ásia, a jogadora conteve as lágrimas ao falar sobre a situação.
Preocupação e Isolamento
Junto com a treinadora Marziyeh Jafari, Didar evitou comentar diretamente os ataques dos Estados Unidos e Israel contra Teerã. No entanto, Jafari revelou que as jogadoras se sentem “totalmente desconectadas” das pessoas em seu país. “Temos muitas preocupações em relação às nossas famílias, aos nossos entes queridos e a todos os outros iranianos que estão dentro do país, com os quais estamos completamente isolados”, declarou a treinadora.
Esperança por Boas Notícias
Apesar da tristeza com os acontecimentos, Sara Didar expressou otimismo. “Obviamente, todos estamos preocupados e tristes com o que aconteceu ao Irã, às nossas famílias no Irã e aos nossos entes queridos, mas espero sinceramente que seja algo muito bom para o nosso país, que tenhamos boas notícias pela frente e que o meu país se recupere com força”, afirmou a jogadora, visivelmente emocionada.
Contexto da Guerra no Oriente Médio
O conflito entre Estados Unidos e Irã entrou em seu sexto dia, marcado por bombardeios, ataques aéreos e graves ameaças. O Irã teria bombardeado sete países no Oriente Médio, com o Líbano registrando um alto número de mortos. Drones iranianos teriam atingido um aeroporto e uma escola no Azerbaijão, e petroleiros foram atacados no Golfo Pérsico. Segundo a mídia estatal iraniana, o número de mortos na ofensiva dos EUA e de Israel no Irã subiu para 1.230. O conflito teve início após bombardeios dos EUA e de Israel em Teerã que mataram o líder supremo Ali Khamenei.
Fonte: g1.globo.com