ONU em Alerta: Conselho de Segurança Discute Ameaça de Ataque dos EUA ao Irã
O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reunirá nesta quinta-feira (18) para debater a crescente tensão entre Estados Unidos e Irã. A convocação, solicitada pelos EUA, surge em um momento delicado, com o governo norte-americano sinalizando a possibilidade de uma intervenção militar no país do Oriente Médio. A situação se agrava com a onda de protestos que varre o Irã, demonstrando insatisfação popular com o regime e a economia local.
Protestos e Ameaças: O Cenário no Irã
Desde o final de dezembro, milhares de iranianos têm ido às ruas em manifestações contra o governo do aiatolá Ali Khamenei. Inicialmente motivados pela crise econômica, os protestos ganharam contornos políticos. Paralelamente, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem intensificado o discurso, afirmando que os EUA estão “prontos para ajudar” os manifestantes e que “ajuda está a caminho”, sem especificar os termos. A imprensa americana tem noticiado a crescente probabilidade de uma operação militar contra o Irã.
Medidas de Precaução e Sinais de Ataque Iminente
Em resposta às tensões, os Estados Unidos iniciaram a retirada de parte de seus funcionários de bases militares estratégicas no Oriente Médio. Fontes militares e europeias ouvidas pela agência Reuters indicam que um ataque dos EUA poderia ocorrer nas próximas 24 horas, com a imprevisibilidade sendo uma tática da administração Trump. O governo americano também emitiu um alerta para que cidadãos deixassem o Irã imediatamente, medida seguida por Canadá, França e Polônia. O Reino Unido fechou temporariamente sua embaixada em Teerã.
Irã Promete Retaliação e Busca Apoio Regional
Diante das ameaças, o Irã declarou que retaliará qualquer ofensiva militar, prometendo atingir bases americanas e israelenses na região. Autoridades iranianas afirmam ter contatado aliados e países vizinhos, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, para tentar impedir um ataque e auxiliar em negociações. Rivais regionais do Irã também estariam pressionando a Casa Branca, temendo a instabilidade e o impacto no preço do petróleo.
Fonte: g1.globo.com
