Nova Fonte de Recursos para Alívio Financeiro
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) deu um passo significativo em sua estratégia de reestruturação financeira ao assinar uma carta-compromisso vinculante com um consórcio de bancos para a obtenção de um novo empréstimo sindicalizado. O valor inicial acordado é de US$ 1,2 bilhão, com a possibilidade de expansão para até US$ 1,4 bilhão. O objetivo principal da operação é substituir dívidas de curto prazo por obrigações com vencimento mais estendido, um movimento conhecido como reperfilamento do endividamento.
Plano de Desalavancagem e Metas Ambiciosas
A iniciativa faz parte de um plano mais amplo anunciado pela empresa em janeiro, que visa levantar até R$ 18 bilhões através da venda de participações em seus ativos. A meta da CSN é reduzir drasticamente sua relação dívida líquida/Ebitda, que ao final de 2025 era de 3,47 vezes, com uma dívida líquida de R$ 41,2 bilhões. O empréstimo recém-contratado, com vencimento em cinco anos e juros iniciais de SOFR + 6% ao ano, é crucial para aliviar as obrigações financeiras de curto e médio prazo, incluindo um bond de R$ 1 bilhão com vencimento em abril.
Participação de Grandes Instituições Financeiras e Estratégia de Vendas
O financiamento está sendo estruturado por um grupo robusto de bancos internacionais e locais, incluindo nomes como Morgan Stanley, Citi, Credit Agricole, HSBC, XP, BNP Paribas, Banco do Brasil e Bradesco. A CSN Inova Ventures será a tomadora do empréstimo, com garantias fornecidas pela própria CSN e pela CSN Cimentos. Paralelamente, a empresa segue com os planos de vender o controle da CSN Cimentos e negocia uma participação minoritária relevante na unidade de Infraestrutura, com expectativa de assinatura de acordos vinculantes entre o terceiro e o quarto trimestres deste ano.
Redução Gradual do Endividamento como Prioridade
A estratégia de desalavancagem da CSN é ambiciosa, com a meta de atingir uma alavancagem entre 2 vezes e 1,8 vez até o final de 2026, considerando também os ganhos operacionais. Em um horizonte de oito anos, a siderúrgica almeja alcançar a relação de 1 vez dívida líquida/Ebitda. Recentemente, a empresa vendeu 9,26% da CSN Mineração para o grupo japonês Itochu por cerca de R$ 4,4 bilhões. Notícias recentes também indicam que a J&F estaria negociando a compra do controle da CSN Cimentos e uma fatia da CSN Mineração.
Fonte: investnews.com.br
