Gastos de R$ 500 mil em cartão corporativo de ex-presidente do São Paulo vêm à tona após investigação do Conselho Fiscal

Investigação Revela Gastos Elevados

Uma investigação conduzida pelo Conselho Fiscal do São Paulo identificou que o ex-presidente Júlio Casares utilizou o cartão corporativo para despesas pessoais que somam quase R$ 500 mil durante sua gestão, que abrangeu o período de 2021 a 2026. Entre os gastos apontados estão serviços de cabeleireiro e compras em lojas de grife. O dirigente efetuou a devolução integral do valor, acrescido de correção monetária e juros, somente no segundo semestre do ano passado, coincidente com o período em que eclodiram crises financeiras e administrativas no clube.

Falta de Prestação de Contas e Nova Política

De acordo com informações divulgadas, nenhum órgão interno do São Paulo havia solicitado a prestação de contas referente ao uso do cartão corporativo desde o início da gestão de Casares. A ausência de uma política clara que definisse prazos para a devolução dos valores gastos contribuiu para essa situação. Somente após a devolução do montante por parte do ex-presidente, o diretor de compliance, Roberto Armelin, instituiu uma diretriz específica para regular o uso dos cartões corporativos.

Críticas à Fiscalização e Resposta do Clube

Internamente, há quem argumente que o Código de Ética e Conduta do clube já oferecia diretrizes suficientes para um uso consciente do cartão. No entanto, a falta de fiscalização e cobrança por parte do diretor financeiro, Sergio Pimenta, gerou insatisfação em algumas alas do São Paulo. Em resposta às apurações, o clube emitiu uma nota informando que o departamento financeiro identificou a necessidade de aprimorar o acompanhamento das despesas e confirmou que o setor de compliance solicitou a elaboração de uma nova política para o uso dos cartões. O São Paulo também ratificou que Casares devolveu o valor com juros e correção monetária.

Contexto de Renúncia e Outras Investigações

Júlio Casares renunciou à presidência do São Paulo em janeiro deste ano, em meio ao avanço de investigações sobre um suposto esquema de desvio de verba, apurado por uma força-tarefa do Ministério Público de SP e da Polícia Civil. Paralelamente, o clube realizou saques vultosos em dinheiro vivo, enquanto o ex-presidente recebeu depósitos expressivos. O São Paulo alega que os recursos foram utilizados para cobrir despesas em dias de jogos, e Casares sustenta que os valores possuem lastro. Outros inquéritos investigam o uso irregular de espaços do clube, como o camarote 3A no MorumBis, e supostas cobranças irregulares a concessionários.

Fonte: jovempan.com.br

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