Consumo de Cerveja no Brasil Diminui, Impactando Resultados da Heineken
O mercado brasileiro de cervejas registrou uma retração de aproximadamente 5% em volume em 2025, um cenário que levou o comando global da Heineken a adotar uma postura de cautela em relação às projeções de curto prazo para o país. Essa queda afetou o resultado anual do grupo holandês, que detém marcas populares como Amstel e Eisenbahn, além da sua principal bandeira, a Heineken.
Marcas Secundárias Impulsionam Receita em Meio à Retração Geral
Apesar do encolhimento geral do mercado, as marcas Amstel e Eisenbahn apresentaram um desempenho notável, ajudando a mitigar o impacto negativo. A Eisenbahn, impulsionada pela sua rede de distribuição integrada ao Sistema Coca-Cola e por ativações em grandes festivais de música, viu suas vendas crescerem entre 10% e 19%. Já a Amstel registrou um avanço de cerca de 5% em suas vendas, beneficiada pelo patrocínio da Conmebol Libertadores.
Heineken Lidera Segmento Premium Apesar de Ajustes de Estoque
A marca Heineken, carro-chefe do grupo, enfrentou uma queda em seu volume de vendas, atribuída a ajustes de estoque que, segundo a empresa, já foram concluídos. A companhia afirma que, mesmo com o mercado em declínio médio de 5%, a marca Heineken continuou a ganhar participação de mercado, tanto em volume quanto em valor, com base em dados de vendas ao consumidor. A produção da nova fábrica em Passos, Minas Gerais, inaugurada em novembro, visa reforçar o fornecimento e a competitividade da marca no segmento premium.
Disputa Acirrada no Mercado Premium
O segmento premium, onde a marca Heineken se consolidou como líder nos últimos dez anos, tem sido palco de uma intensa disputa com a Ambev. Relatórios indicam que rótulos da Ambev, como Corona, Spaten, Original e Stella Artois, teriam assumido a liderança nas vendas do segmento premium no terceiro trimestre de 2025. No entanto, a Heineken contesta essa afirmação, destacando sua dominância em cervejas puro malte, que representam 60% do mercado premium. A inauguração da nova fábrica em Passos, com capacidade inicial de 5 milhões de hectolitros, e a expansão da produção de garrafas long neck pela Ambev para suas marcas premium, sinalizam a intensidade da concorrência no setor.
Fonte: investnews.com.br
