Primeiros passos na direção do sonho
Lionel Messi, astro argentino e capitão da seleção albiceleste, compartilhou em uma entrevista recente seu desejo de se tornar proprietário de um clube de futebol após encerrar sua carreira como jogador. Embora ainda não tenha definido se participará da Copa do Mundo de 2026, o craque de 38 anos já deu os primeiros passos nessa direção ao se tornar sócio do clube Deportivo LSM, um projeto de seu amigo Luis Suárez que atua nas categorias de base do futebol uruguaio. Em maio de 2025, Messi concretizou esse interesse inicial, demonstrando um plano para o futuro para além dos gramados.
Visão de futuro: um clube com propósito
Em declarações ao canal de streaming argentino Luzu TV, Messi expressou que, embora não se veja como técnico, a ideia de ser um “manager” lhe agrada, mas a preferência seria por ser “proprietário”. “Gostaria de ter meu próprio clube (…) começar de baixo e poder dar oportunidade às crianças, às pessoas, de crescer e fazer um clube importante”, afirmou o jogador, demonstrando um sorriso mais solto do que o habitual em suas aparições públicas.
Revelações pessoais: o lado íntimo de Messi
A entrevista também proporcionou um vislumbre da vida pessoal de Messi. Ele falou sobre seu relacionamento com a esposa, Antonela Roccuzzo, definindo-se como romântico, apesar de não demonstrar abertamente. Messi brincou sobre sua personalidade reservada, admitindo ser “bem esquisitão” e gostar “muito de ficar sozinho”. Ele se descreveu como “muito metódico” e alguém que tende a “engolir as coisas, guardar tudo para mim, guardar os problemas”, algo que mudou com o tempo, mas ainda o caracteriza. O capitão do Inter Miami reconheceu que chegou a fazer terapia durante seu tempo no Barcelona para lidar com essa forma de ser.
Superação e aprendizado em campo e na vida
Messi também abordou sua tendência a se autocrítica duramente em momentos de mau desempenho ou erros em campo. “Tive muitos jogos ruins em que fui péssimo ou situações de mano a mano, de gol perdido, e me xinguei de tudo que é nome. Me xinguei bastante”, confessou. Ele relembrou o momento difícil em que deixou a seleção argentina após perder três finais consecutivas entre 2014 e 2016, admitindo que se arrependeu profundamente e que “menos mal que pude voltar”. A lição que ele tira dessas experiências é a importância de “não desistir nunca, seguir tentando. Em seja lá o que for. Cair, se levantar e tentar de novo. E se não der, saber que você fez todo o possível para conseguir alcançar seu sonho”. O craque ainda revelou que não é de dançar, a menos que beba um pouco, e que sua bebida preferida é vinho, que às vezes mistura com Sprite para “fazer efeito mais rápido”.
