Mota-Engil avança para assumir complexo logístico da Bamin na Bahia após recusa da Vale

Negociações em fase avançada

O grupo português Mota-Engil está em negociações avançadas para assumir o controle da mineradora baiana Bamin e seu conjunto de ativos logísticos, que incluem duas concessões ferroviárias e um porto. Esses empreendimentos estavam paralisados e haviam sido oferecidos à mineradora brasileira Vale, que os recusou em duas ocasiões recentes.

Projeto estratégico e investimentos necessários

A Bamin, controlada pelo grupo cazaque Eurasian Resources Group (ERG), é responsável pelos projetos de infraestrutura hoje paralisados. A conclusão e o destravamento desses ativos exigem um investimento estimado em R$ 15 bilhões. Um dos projetos centrais é o trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1), com cerca de 75% das obras concluídas, mas que aguarda recursos para ser finalizado. Este trecho é crucial por conectar a região de mineração ao litoral baiano, onde está planejado o Porto Sul, um empreendimento privado com orçamento superior a R$ 8 bilhões, ainda sem início de obras.

Vale descarta e Mota-Engil vê oportunidade

A Vale avaliou a aquisição do complexo logístico entre 2024 e 2025, em parceria com a Cedro Mineração, mas decidiu não prosseguir. A empresa alegou falta de atratividade econômica do minério local e priorizou investimentos em seu complexo de Carajás, no Pará. A saída da Vale abriu caminho para a Mota-Engil, que tem a estatal chinesa China Communications Construction Company (CCCC) como sua maior acionista e potencial financiadora.

Corredor logístico e novos projetos

Caso a operação seja confirmada, a Mota-Engil passará a controlar um corredor logístico vital para o escoamento de minério e grãos do interior do Brasil até o litoral. Além disso, a aquisição posiciona a empresa como forte candidata ao leilão da Fico-Fiol, previsto para este ano, com um investimento total que pode ultrapassar R$ 40 bilhões. Recentemente, a Mota-Engil também venceu a licitação para construir o túnel Santos-Guarujá, em São Paulo, um projeto de R$ 6,7 bilhões.

Fonte: investnews.com.br

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