Nelson Tanure Perde Ações da Light e Alliança para Credores em Execução de Garantias

Credores Tomam Ações de Nelson Tanure na Light e Alliança

O empresário Nelson Tanure sofreu uma perda significativa de seu controle acionário na Light, empresa de distribuição de energia, e na Alliança Saúde (antiga Alliar). Credores que haviam financiado a aquisição da Ligga executaram garantias, tomando ações das companhias que haviam sido oferecidas como colateral. A movimentação afeta diretamente a participação de Tanure nessas empresas e reflete dificuldades financeiras do empresário.

Detalhes da Execução de Garantias

De acordo com informações divulgadas, credores como BTG Pactual, Prisma, Farallon e Santander somam R$ 1,2 bilhão a receber de Nelson Tanure. Em comunicados ao mercado no último sábado (7), Light e Alliança confirmaram as mudanças em suas bases acionárias. Na Light, o fundo Opus Investment adquiriu 9,9% do capital social da companhia, totalizando 36.935.819 ações ordinárias.

Alliança Saúde sob Nova Ótica Acionária

Na Alliança Saúde, o fundo Opus FIP e a Infratelco também executaram garantias ligadas a créditos de adiantamentos para futuro aumento de capital. Com essa ação, os dois fundos passaram a deter um crédito total de R$ 477,2 milhões contra a Alliança, que será convertido em ações. Especificamente, o Opus detém agora 74.827.585 ações da Alliança, representando aproximadamente 49,11% do capital social. As fatias anteriormente detidas pelos fundos Fonte de Saúde e Lormont, ligados a Tanure, foram reduzidas para 6,96%.

Opus Busca Saída e Outras Perdas de Tanure

O fundo Opus declarou que não tem interesse em permanecer como acionista da Alliança e já está tomando providências para vender sua participação. Vale lembrar que, em dezembro, a Alliança já havia mencionado conversas com o BTG Pactual para avaliar alternativas estratégicas. Essa perda acionária se soma a outras recentes dificuldades de Tanure, que também teve de vender sua participação na Prio, empresa de exploração de petróleo. Cerca de 20% de suas ações na Prio haviam sido dadas como garantia para um empréstimo do Credit Suisse e foram desfeitas posteriormente. O restante foi vendido para cobrir outras dívidas.

A assessoria de Nelson Tanure não comentou as informações.

Fonte: investnews.com.br

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