Políticos de Oposição Venezuelanos São Libertados em Meio a Anúncios de Anistia e Pressões Internacionais

Libertações Estratégicas na Venezuela

Um movimento significativo ocorreu na Venezuela com a libertação de políticos de oposição, em um contexto de crescentes pressões internas e externas. Juan Pablo Guanipa, opositor próximo da Nobel da Paz María Corina Machado, e o advogado Perkins Rocha, ambos figuras proeminentes no cenário político venezuelano, foram soltos neste domingo. A liberação de Guanipa ocorre a um mês do anúncio de um processo de solturas pelo governo interino e às vésperas de uma votação no Parlamento sobre uma lei de anistia geral.

Contexto e Impacto das Libertações

A soltura de Juan Pablo Guanipa, ocorrida após mais de oito meses de prisão, foi celebrada por sua família e correligionários. Ramón Guanipa, filho do opositor, expressou alívio nas redes sociais, mas reforçou a demanda pela libertação de todos os presos políticos. Guanipa, ex-vice-presidente do Parlamento, foi preso em maio de 2025, sob acusações de conspiração, terrorismo, lavagem de dinheiro e incitação à violência. Sua última aparição pública foi em janeiro de 2025, acompanhando María Corina Machado em um ato contra a posse de Nicolás Maduro, após eleições contestadas pela oposição.

Perkins Rocha e Outros Opositores Presos

Perkins Rocha, advogado e coordenador político da oposição, também foi libertado neste domingo. Rocha representava o Comando Nacional de Campanha de Corina Machado e Edmundo González perante o Conselho Nacional Eleitoral (CNE). A família de Rocha emitiu um comunicado confirmando sua soltura. Segundo o grupo de direitos humanos Foro Penal, 11 presos políticos foram libertados neste domingo, elevando o total para 383 desde o anúncio do governo em 8 de janeiro sobre uma nova série de libertações.

Demandas por Liberdade Plena e Incondicional

Apesar das solturas, líderes da oposição e organizações de direitos humanos continuam a pressionar por uma liberdade completa e incondicional para todos os detidos por razões políticas. María Corina Machado comemorou a libertação de Guanipa, a quem chamou de herói, e reiterou o pedido de ‘Liberdade para TODOS os presos políticos!!’. Edmundo González Urrutia, ex-candidato presidencial, também exigiu a liberdade imediata de todos os presos políticos, alertando que as solturas parciais e condicionadas não significam o fim da perseguição enquanto os casos permanecerem abertos e houver medidas restritivas.

Casos Pendentes e Pressões Contínuas

Familiares e ONGs têm denunciado a lentidão do processo de libertações anunciado pelo governo interino, que ocorre sob pressão dos Estados Unidos. Colaboradores de María Corina Machado, como Freddy Superlano, permanecem presos. Superlano foi detido em julho de 2024, durante a reeleição de Maduro, e havia sido inabilitado politicamente após conquistar a governadoria de Barinas em 2021. A situação evidencia a complexidade do cenário político venezuelano, com libertações pontuais ocorrendo em meio a um clamor generalizado por justiça e liberdade.

Fonte: g1.globo.com

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