Prio Acelera Produção em Wahoo e Reduz Custos em Peregrino, Sinalizando Primeira Política de Dividendos da História

Novo Campo e Otimização Impulsionam Lucratividade

A Prio, principal produtora independente de petróleo do Brasil, está em um momento de virada histórica. Com a produção prestes a iniciar em Wahoo, seu primeiro campo desenvolvido do zero, e avanços significativos na redução de custos no polo de Peregrino, a empresa sinaliza a possibilidade de estabelecer, pela primeira vez, uma política formal de distribuição de capital aos acionistas. Essa estratégia, que visa a ganho de produtividade até 2026, marca uma nova fase para a companhia, que construiu sua trajetória comprando e revitalizando ativos antes abandonados por grandes petroleiras.

Wahoo: O Novo Marco da Prio

O campo de Wahoo, localizado na Bacia de Campos (RJ), encontra-se em fase final de comissionamento, com previsão de início de produção nos próximos dias. Conectado ao FPSO Valente, o campo iniciará suas operações com dois poços, com mais três programados para entrar em operação entre o final de março e abril, totalizando uma capacidade plena de 40 mil barris por dia. Estimativas do Itaú BBA projetam uma produção de 201 mil barris/dia em 2026 e 217 mil barris/dia em 2027. O investimento total no projeto foi revisado para US$ 870 milhões, com um custo por barril adicionado de US$ 7,1, segundo certificação da consultoria DeGolyer & MacNaughton.

Peregrino: Redução de Custos e Aumento de Reservas

Enquanto Wahoo representa a expansão, o campo de Peregrino, adquirido da Equinor, é o foco da otimização de custos. Após um período de interdição do FPSO, a Prio assumiu o controle e implementou cortes expressivos. O custo operacional anual, que era de aproximadamente US$ 500 milhões, caiu para US$ 370 milhões e tem previsão de atingir US$ 250 milhões com a reativação da linha de importação de gás. Essa eficiência operacional não só reduziu o lifting cost consolidado da companhia para US$ 12,5 por barril no quarto trimestre de 2025, mas também estendeu a vida econômica do campo, adicionando 19,3 milhões de barris às reservas provadas (1P).

Rumo aos Dividendos: Uma Nova Era para a Prio

Com uma produção que saltou de milhares para uma média histórica de 106,4 mil barris diários em 2025, e com a fase mais intensa de investimentos chegando ao fim, a Prio se prepara para recompensar seus acionistas. A empresa, tradicionalmente vista como focada em crescimento via aquisições e reinvestimento de caixa, planeja divulgar sua política de remuneração antes da metade de 2026. O objetivo é manter uma alavancagem de aproximadamente uma vez a dívida líquida sobre o Ebitda até o final de 2027, distribuindo o excedente via recompras de ações e dividendos. A recompra de ações já está em andamento, com a empresa cancelando 3% de suas ações em tesouraria e com um programa aberto para adquirir até 10% do capital, sinalizando uma nova era de retorno para os investidores.

Fonte: investnews.com.br

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