Queda e superação marcam a participação da brasileira
A maranhense Rayssa Leal se machucou e encerrou sua participação no Mundial de Skate Street, realizado neste domingo (8) no Parque Cândido Portinari, em São Paulo, na quarta posição. A jovem atleta demonstrou garra e resiliência ao se reerguer física e psicologicamente após uma queda e lágrimas durante a competição, mas uma nova lesão na última manobra a tirou da disputa pelo título.
Pressão e reviravoltas na pista paulistana
Classificada para a final entre as oito melhores skatistas, Rayssa teve direito a três voltas de 45 segundos e três manobras. Sua primeira volta foi marcada por uma queda, que lhe rendeu a nota mais baixa (11,80) e gerou preocupação. No entanto, a brasileira se recuperou, tirou a camiseta da seleção e, em um gesto de superstição, afastou a ‘zica’. Com notas expressivas em suas apresentações seguintes, especialmente um 63,71, ela escalou o ranking, voltando a sonhar com o pódio.
Aposta alta e a dura realidade da competição
Enquanto as rivais orientais aumentavam o nível, a pressão sobre a medalhista de prata em Tóquio-2020 e bronze em Paris-2024 crescia. Na segunda fase, onde apenas a melhor manobra contava, a japonesa Ibuki Matsumoto já liderava com 73,26. Rayssa, com 63,71, precisava de notas altas para alcançar o ouro. Uma manobra espetacular da rival Nakayama com 82,67 elevou ainda mais o patamar.
Do alívio à lesão: o desfecho da competição
Um sorriso de alívio surgiu quando Rayssa acertou uma descida no corrimão, garantindo 79,83. Contudo, ainda era insuficiente para a pontuação necessária para o ouro. A segunda tentativa resultou em nova queda, e a ascensão de Onishi ao segundo lugar empurrou Rayssa para a quarta posição. Na sua última e decisiva tentativa, a atleta caiu novamente, necessitando de atendimento médico e consolo de colegas. Ibuki Matsumoto sagrou-se campeã mundial.
Fonte: jovempan.com.br
