Nova era para a ficção científica: menos pânico, mais solução
Em entrevista exclusiva, Ryan Gosling, estrela e produtor de Devoradores de Estrelas, obra inspirada no universo de Andy Weir, autor de Perdido em Marte, expressou sua visão sobre o gênero de ficção científica. Gosling criticou a predominância de narrativas distópicas que, segundo ele, saturaram a última década, levando a uma percepção de desfechos negativos como inevitáveis. O filme, que estreia no Brasil em 19 de março, é visto pelo ator como um antídoto a essa tendência, focando em esperança e empoderamento.
A missão impossível de salvar o Sol
Em Devoradores de Estrelas, Gosling interpreta Ryland Grace, um cientista com doutorado em biologia molecular que, após teorias não aceitas pela comunidade acadêmica, se torna professor. Sua expertise se torna crucial quando o Sol e a maioria das estrelas do universo começam a morrer devido a um parasita indestrutível. A única esperança reside em uma estrela saudável a 12 anos-luz de distância, para onde Grace é enviado em uma missão desesperada. O enredo ganha complexidade quando ele acorda no espaço com amnésia, sem memória de como ou por que foi escolhido.
Inspiração em Weir e a magia do desconhecido
A obra é uma adaptação do livro homônimo de Andy Weir, conhecido por seu rigor científico na resolução de problemas. A adaptação cinematográfica conta com a direção de Phil Lord e Chris Miller (de Homem-Aranha no Aranhaverso) e roteiro de Drew Goddard. Gosling destaca que a essência da humanidade reside em tornar o impossível realidade, e que Weir nos lembra disso. A conversa sobre vida extraterrestre, antes focada em sua existência, agora se volta para sua localização e o momento do encontro, com o personagem alienígena Rocky sendo um exemplo de credibilidade nessa interação.
Um toque de otimismo à la James Cameron
O ator também revelou uma inspiração particular para Devoradores de Estrelas: O Segredo do Abismo (1989), de James Cameron. Gosling admira a abordagem prática do filme e a forma como as interações com seres de outro mundo foram retratadas como positivas e mágicas. Ele ressalta a importância de elementos humanos na história, como o relacionamento entre os protagonistas e a reconexão de um casal, demonstrando que o sci-fi pode equilibrar o espetacular com o emocional, oferecendo uma visão menos sombria e mais encorajadora do futuro.
Fonte: super.abril.com.br
