Trump Afirma Que Novo Líder do Irã Precisa de Sua Aprovação para Durar no Cargo

Declaração Provoca Reação Iraniana

Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, causou polêmica ao afirmar que o próximo líder supremo do Irã precisará de sua aprovação para se manter no poder. A declaração surge em um contexto de sucessão após a morte de Ali Khamenei e aponta para uma interferência direta dos EUA no processo, o que foi prontamente rebatido pelo governo iraniano.

Filho de Khamenei Considerado “Inaceitável” por Trump

Em entrevistas recentes, Trump foi explícito ao criticar a possibilidade de Mojtaba Khamenei, filho do atual líder supremo, assumir o posto. “O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã”, declarou o ex-presidente, classificando a hipótese como um “peso morto”. Ele reiterou que os Estados Unidos desejam participar da escolha de um líder que seja “ótimo para o povo” iraniano e para o país, buscando evitar “fazer isso de novo e de novo” em ciclos de sucessão.

Papel dos EUA na Sucessão Iraniana

A Casa Branca já havia indicado que o governo americano estava ciente de que Mojtaba Khamenei era um dos principais candidatos à sucessão. A porta-voz Karoline Leavitt mencionou que o presidente e seus assessores discutiam o papel que Washington poderia desempenhar no Irã após a recente campanha militar no país. Trump também relativizou a importância do regime ser democrático, enfatizando que o mais crucial é que o novo líder “trate bem” os Estados Unidos, Israel e outros países do Oriente Médio.

Assembleia dos Especialistas Analisa Candidatos

A sucessão de Ali Khamenei foi aberta após sua morte em bombardeios em Teerã no final do mês passado. A Assembleia dos Especialistas, um órgão clerical composto por 88 aiatolás, é a responsável por selecionar o novo líder supremo. A imprensa estatal iraniana informou que o conselho já realizou votações e que o nome do novo guia supremo deve ser anunciado em breve, em meio às declarações americanas sobre a necessidade de sua aprovação.

Fonte: g1.globo.com

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