Mastercard Paga Milhões Após Quebra do Banco Master e Busca Ressarcimento por Falha do Will Bank

Mastercard arca com parte de dívidas do Will Bank

A Mastercard viu-se em uma situação financeira delicada após a liquidação do Banco Master, que resultou em uma fatura de milhões de dólares. A empresa foi forçada a cobrir pagamentos de comerciantes que haviam processado transações de clientes do Will Bank, a fintech do Banco Master. A Mastercard, sendo a bandeira dos cartões emitidos pelo Will Bank, assumiu a responsabilidade por parte dos débitos pendentes.

Estimativa de perdas e busca por ressarcimento

Estima-se que os detentores de cartões do Will Bank possuíam até R$ 5 bilhões em dívidas no momento do colapso da fintech. A Mastercard acabou por cobrir aproximadamente metade desse valor, concentrando-se nos pagamentos com vencimento nos primeiros 30 dias após a intervenção do Banco Central. A companhia já efetuou esses pagamentos, em grande parte com recursos próprios, e agora aguarda o repasse dos valores devidos pelo liquidante indicado pelo Banco Central. A empresa declarou em comunicado que já antecipou os valores previstos em sua obrigação regulatória e busca agora a conclusão dos repasses.

Ativos como garantia e o futuro do BRB

Para mitigar os prejuízos, a Mastercard pode recorrer a ativos que o Will Bank ofereceu como garantia. Entre eles estão ações do Banco de Brasília (BRB) e da Westwing. Parte das ações do BRB já foi alienada pela Mastercard, que detém atualmente cerca de 6,9% do capital do banco. O BRB, por sua vez, enfrenta questionamentos sobre seu capital devido a transações anteriores com o Banco Master.

Histórico e novas regras do BC

O Banco Master, que antes era um player de destaque no setor financeiro brasileiro, entrou em colapso em novembro, cercado por alegações de fraude. O Will Bank, adquirido pelo Banco Master em 2024, focava em cartões de crédito para o público de baixa renda. Apesar de ter sido mantido em operação inicialmente após a liquidação do Banco Master, o Will Bank também foi liquidado dois meses depois. Nos meses que antecederam a falência, a Mastercard já vinha reduzindo os limites de atividade da fintech e chegou a bloqueá-la por falta de pagamento de garantias. Adquirentes brasileiras argumentam que a Mastercard deveria ser responsável por pagamentos que excedam os 30 dias iniciais. Uma nova regra do Banco Central busca esclarecer a responsabilidade por garantias em casos de calote, mas a Mastercard alega que a nova regulação ainda não se aplica à sua situação.

Fonte: investnews.com.br

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