Dasa Acelera Crescimento com Investimento Estratégico em Inteligência Artificial
Em um cenário de contrastes na indústria da saúde brasileira, onde alguns grupos enfrentam dificuldades financeiras enquanto outros expandem seus investimentos, a Dasa, gigante da medicina diagnóstica na América Latina, se destaca com um movimento audacioso. Após reestruturar seu endividamento, a companhia, controlada pela família Bueno, anuncia um significativo aporte em tecnologia, com foco na renovação de laboratórios e equipamentos.
Parceria com GE Healthcare Traz 16 Novas Ressonâncias Magnéticas com IA
O mais recente capítulo dessa estratégia de crescimento é a parceria firmada com a GE Healthcare para a aquisição de 16 novas máquinas de ressonância magnética equipadas com inteligência artificial (IA). Este contrato de longo prazo, cujos valores superam dezenas de milhões de reais, segundo o mercado, representa uma atualização sem precedentes para o parque de equipamentos da Dasa. Alexandre Valim, diretor de Operações Médicas da Dasa, ressalta que o grupo não realizava uma modernização dessa magnitude em ressonâncias magnéticas há pelo menos uma década. A expectativa é que o investimento amplie a capacidade de atendimento em 25% e gere valor a longo prazo.
Tecnologia de Ponta para Diagnósticos Mais Precisos e Eficientes
A introdução dessas 16 novas máquinas, que renovarão cerca de 10% do parque de ressonâncias magnéticas da Dasa em um prazo de até dois anos, promete transformar a experiência de médicos e pacientes. A IA embarcada nos equipamentos possibilitará maior precisão nas imagens, auxiliando em diagnósticos mais assertivos, especialmente em áreas complexas como oncologia e neurologia. Além disso, a duração dos exames será reduzida e o conforto dos pacientes ampliado, com câmaras de ressonância maiores. Duas das novas máquinas se destacam por possuírem campo magnético de 3.0 Tesla, oferecendo diagnósticos ainda mais detalhados para doenças complexas.
Redução de Custos e Planejamento de Longo Prazo
O investimento não se traduz apenas em avanços clínicos, mas também em eficiência operacional e financeira. As novas máquinas permitem atualizações futuras de software sem a necessidade de troca do hardware, protegendo o investimento por até 20 anos. A agilidade nas atualizações, que levam de duas a três semanas em comparação aos dois meses de troca de uma máquina tradicional, minimiza a interrupção na realização de exames. Adicionalmente, estima-se uma economia de R$ 500 mil por máquina ao ano em insumos, como o gás hélio. Este movimento se soma a outros investimentos recentes da Dasa, como a modernização de 18 Núcleos Técnico-Operacionais (NTOs), reforçando o compromisso do grupo com a inovação e a expansão.
Fonte: investnews.com.br
