Encontro na Casa Branca
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. A visita, articulada por Eduardo Bolsonaro em conjunto com aliados ideológicos de Trump, teve como pauta principal a classificação das facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas. Flávio Bolsonaro também abordou a garantia da liberdade de expressão nas redes sociais no Brasil.
Pedido de classificação de facções
Em coletiva de imprensa após o encontro, Flávio Bolsonaro confirmou que solicitou enfaticamente a Trump a designação do PCC e do CV como grupos terroristas estrangeiros. Segundo o senador, Trump prometeu analisar o pedido. Flávio também mencionou ter conversado com o ex-presidente americano sobre questões tarifárias e a importância das terras raras.
Escudo das Américas e gesto humano
O senador declarou ainda que, caso seja eleito, pretende incluir o Brasil no Escudo das Américas, uma coalizão liderada pelos EUA com países latino-americanos focada no combate ao crime organizado e a interferências estrangeiras. Flávio Bolsonaro também classificou como um “gesto humano” o fato de Trump ter perguntado sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e relatou ter recebido uma “challenge coin”, uma moeda comemorativa militar, do republicano.
Detalhes da visita e busca por agenda positiva
A viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos começou na segunda-feira (25). Apesar de o senador ter informado que a comitiva permaneceu por cerca de uma hora e meia na Casa Branca, fontes relataram que o encontro com Trump foi breve. Membros da comitiva entregaram documentos a assessores da Casa Branca, e Flávio, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo teriam entrado no Salão Oval apenas para uma foto com o presidente americano. Uma fonte indicou que Trump não se levantou para receber os brasileiros. Analistas apontam que o encontro pode ter sido uma tentativa de Flávio Bolsonaro de desviar o foco de notícias negativas recentes, que teriam impactado suas intenções de voto em pesquisas eleitorais.
Fonte: g1.globo.com
