Ana Maria Gonçalves, imortal da ABL, é destaque no Julho das Pretas que Escrevem no DF, evento gratuito no Museu Nacional

Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra a integrar a Academia Brasileira de Letras (ABL), será a convidada de honra na 6ª edição do Julho das Pretas que Escrevem no Distrito Federal. O evento, que faz parte da programação do Festival Latinidades, acontece neste sábado (4), das 14h às 18h, no Museu Nacional da República, com entrada gratuita, sujeita à lotação.

O encontro tem como objetivo principal criar um espaço de troca, formação e visibilidade para mulheres negras que escrevem ou aspiram a se tornar escritoras. Participam tanto autoras já publicadas quanto iniciantes, além de profissionais envolvidos na cadeia produtiva do livro. A programação contará com homenagens, sarau, lançamento e venda de obras das 45 autoras inscritas do Distrito Federal.

Bate-papo e Homenagem Especial

Ana Maria Gonçalves participará de um bate-papo com a jornalista Waleska Barbosa, seguido de uma sessão de autógrafos. A escritora também será uma das homenageadas da tarde, ao lado de outras autoras do DF que se destacam em suas contribuições literárias, culturais e educacionais.

“Um Defeito de Cor” Inspira o Tema

O tema deste ano, “Um efeito de cor – mulheres negras reescrevem o mercado editorial”, é uma clara alusão ao aclamado romance de Ana Maria Gonçalves, “Um Defeito de Cor”. Publicada há duas décadas, a obra de mais de 900 páginas é considerada um marco na literatura brasileira contemporânea. O livro narra a saga de Kehinde, desde sua infância e sequestro na África, passando pela traumática travessia para o Brasil escravocrata do século XIX, até sua luta pela liberdade, identidade e pela busca de um filho perdido.

Diversidade de Talentos Presentes

Além de Gonçalves, o evento reunirá outros nomes relevantes, como Jaqueline Fernandes, escritora e diretora do Festival Latinidades; Cibele Tenório, vencedora do Prêmio Todavia de Não Ficção 2024 com “Almerinda Gama — a sufragista negra”; a yalorixá Mãe Baiana de Oyá, autora da autobiografia “Chão e Paz”; Juliana Valentim, escritora, jornalista e professora de escrita criativa, diretora da Revista Traços; e Neide Rafael, educadora e militante antirracista.

Aquilombamento Literário e Transformação

Waleska Barbosa, idealizadora do encontro, ressalta a importância do “Julho das Pretas que Escrevem no DF” como um coletivo que atua durante todo o ano. “Esse aquilombamento literário permite que a gente conheça nossas obras e nossos sonhos, o que tem gerado transformações, trocas e parcerias importantes”, afirma. Ela complementa: “Vai ser um dia de festa, de celebração, de reflexão sobre o fazer da mulher preta na literatura e coroado pela presença de Ana Maria Gonçalves”.

Serviço:
6º Julho das Pretas que Escrevem no DF
Data: Sábado (4)
Horário: 14h às 18h
Local: Museu Nacional da República
Entrada: Gratuita (retirada de ingressos na página do Festival Latinidades)

Fonte: www.brasildefato.com.br

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