Chanceler alemão Friedrich Merz elogia papel crucial dos EUA na Otan em meio a tensões diplomáticas

EUA reduzem presença militar na Europa

O chanceler alemão, Friedrich Merz, destacou a importância dos Estados Unidos para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em um momento de crise diplomática entre os dois países. A fala de Merz surge dois dias após os EUA anunciarem a retirada de aproximadamente 5 mil soldados de bases na Alemanha, uma decisão que, segundo um alto funcionário do Departamento de Defesa americano, é uma resposta a declarações de autoridades alemãs consideradas “inapropriadas e pouco úteis” no contexto da guerra no Oriente Médio.

Alemanha: Base estratégica dos EUA na Europa

A Alemanha abriga a maior base militar dos Estados Unidos na Europa, com cerca de 35 mil militares em serviço ativo, servindo como um centro estratégico de treinamento e logística para as forças americanas. A retirada anunciada, que deve ser concluída em até 12 meses, inclui uma brigada de combate e o cancelamento do envio de um batalhão de artilharia de longo alcance. Essa medida visa retornar o número de tropas americanas na Europa a níveis próximos aos de antes da invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, quando houve um reforço militar ordenado pelo presidente Joe Biden.

Trump considera retirada de tropas e possíveis punições

O ex-presidente Donald Trump confirmou a intenção de retirar tropas da Alemanha e mencionou a possibilidade de fazer o mesmo com Espanha e Itália, criticando a postura desses países em relação ao apoio a operações militares. Enquanto a Alemanha autorizou o uso de bases militares para ataques contra o Irã, o que foi elogiado por Trump em visita anterior à Casa Branca, Espanha e Itália adotaram posições mais restritivas. O governo espanhol fechou o espaço aéreo para aeronaves americanas envolvidas na guerra, e a Itália negou o uso de uma base aérea na Sicília para operações de combate.

Redistribuição de tropas e possíveis fechamentos de bases

Segundo reportagens, a avaliação de Trump inclui a possibilidade de punir países da Otan que não demonstraram apoio suficiente à ofensiva no Oriente Médio. Entre as medidas em consideração estariam a transferência de tropas para nações aliadas como Polônia, Romênia, Lituânia e Grécia, além do potencial fechamento de bases militares americanas na Europa, com Espanha e Alemanha sendo os locais mais cotados. Essa reconfiguração reflete um debate sobre a distribuição de encargos e o alinhamento estratégico dentro da aliança.

Fonte: g1.globo.com

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *