Chefe do Pentágono Alerta sobre Ameaça Militar Chinesa e Cobra Mais Investimento em Defesa dos Aliados Asiáticos

Chefe do Pentágono Alerta sobre Ameaça Militar Chinesa e Cobra Mais Investimento em Defesa dos Aliados Asiáticos

Pete Hegseth, em fórum em Singapura, pede que parceiros asiáticos aumentem gastos com defesa para conter a China e reitera prontidão dos EUA para retomar ataques ao Irã.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, fez um alerta contundente neste sábado (30) sobre o crescente poder militar da China, instando aliados asiáticos a aumentarem significativamente seus investimentos em defesa. Falando no prestigiado Diálogo de Shangri-La, em Singapura, Hegseth enfatizou a necessidade de uma rede de aliados mais forte e autossuficiente para dissuadir agressões e manter o equilíbrio de poder na região Indo-Pacífico.

Aliados Asiáticos Sob Pressão para Aumentar Gastos com Defesa

Hegseth declarou que existe um “alarme legítimo” diante do rápido aumento militar e da expansão das atividades da China. Ele ressaltou que a dominação de uma única potência hegemônica no Pacífico poderia desestabilizar a região, afirmando que “nenhum Estado, incluindo a China, pode impor sua hegemonia e colocar em risco a segurança ou a prosperidade de nossa nação e de nossos aliados”. Os Estados Unidos esperam que seus parceiros asiáticos elevem seus gastos com defesa para 3,5% do PIB, enquanto Washington se comprometeu a investir US$ 1,5 trilhão em suas próprias Forças Armadas.

EUA Buscam Parceiros, Não “Caronistas”, na Defesa Global

Reiterando a antiga cobrança do presidente Donald Trump, Hegseth afirmou que a era em que os Estados Unidos subsidiavam a defesa de nações ricas chegou ao fim. “Precisamos de parceiros, não de protetorados”, declarou. Ele elogiou as contribuições de países como Coreia do Sul, Filipinas, Austrália, Singapura, Malásia e Tailândia, e destacou os esforços do Japão para fortalecer sua defesa, enfatizando que “nada de caronistas” na aliança.

Relações EUA-China e a Ameaça Iraniana

Apesar das preocupações com a China, Hegseth adotou um tom mais moderado sobre as relações bilaterais, descrevendo os laços como “melhores do que estiveram em muitos anos”, com contatos militares frequentes ajudando a gerenciar tensões. Ele mencionou que “estamos nos reunindo com mais frequência com nossos colegas chineses, mantendo linhas abertas de comunicação militar”. Paralelamente, o secretário reafirmou a prontidão dos EUA para retomar ataques contra o Irã caso a diplomacia falhe em impedir o desenvolvimento de armas nucleares, apesar de o presidente Trump buscar um “acordo forte”.

Venda de Armas a Taiwan Permanece Sob Decisão Presidencial

Sobre a questão da venda de armas a Taiwan, Hegseth minimizou preocupações sobre o impacto da redução de estoques militares dos EUA devido ao conflito no Oriente Médio, afirmando que os EUA estão “muito confiantes em relação aos nossos estoques”. Ele esclareceu que qualquer decisão sobre futuras vendas de armas a Taiwan, que aguarda um pacote de até US$ 14 bilhões, caberá ao presidente Trump, indicando que não houve mudança na posição histórica de Washington apesar da recente aproximação com Pequim.

Fonte: g1.globo.com

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