Cultura como Ferramenta de Luta
A terceira edição da Feira da Reforma Agrária, promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST-PE) na Rua do Bom Jesus, Bairro do Recife, recebe nesta quarta-feira (29) uma programação especial de hip-hop. Batizado de “Brota na Feira Contra Opressão Policial”, o evento é uma iniciativa do Levante Popular da Juventude e utiliza os elementos da cultura hip-hop para organizar politicamente os jovens e denunciar a violência policial que tem se intensificado no estado.
Batalhas, Slam e Shows Contra a Opressão
A partir das 18 horas, a feira se transformará em um palco de resistência com batalhas de rima premiadas, slam, pocket shows e discotecagem. O tema central da competição de rimas, que sorteará duplas e abrirá vagas para novos MCs no local, será a opressão policial. A dupla campeã receberá R$ 1 mil, e a vice, R$ 500. A batalha será conduzida por Bettina e Mérida ZN, com júri composto por Ju.081 e Vênus, e DJ LK nas picapes.
O Slam também terá espaço, com Karine como mestre de cerimônia e a participação das poetas Larissa Calado, Vampira e Meily. Quatro vagas serão sorteadas para novos participantes, com premiações de R$ 500, R$ 300 e R$ 200 para os três primeiros colocados.
Artistas Locais e Regionais se Manifestam
A programação musical conta com a presença de Bione, renomado nome do rap pernambucano e nordestino, que apresentará seu trabalho mais recente. O rapper ACM, de Itamaracá, sobe ao palco com convidados de Paulita e Igarassu. A DJ Kananda PX representará Peixinhos, enquanto os MCs CJ e GVXSH também prometem agitar o público com suas sonoridades distintas.
Rodas de Conversa Ampliam o Debate
Em preparação para o evento principal, rodas de conversa sobre temas relevantes para a juventude negra e periférica já estão acontecendo desde o início da semana. Iniciadas na segunda-feira (27) com um diálogo sobre a violência contra mulheres negras pela Polícia Militar, as discussões seguem nesta terça (28) e se encerram na quinta-feira (30), abordando a violência policial como um grito de denúncia e resistência.
Fonte: www.brasildefato.com.br