MRV acelera enxugamento da Resia com venda de complexo nos EUA por US$ 73 milhões e busca por investidor

Venda Estratégica no Mercado Americano

A MRV, uma das maiores construtoras do Brasil, anunciou nesta segunda-feira (30) a venda de um complexo residencial com 433 unidades na Geórgia, Estados Unidos, por US$ 73,3 milhões. O empreendimento, conhecido como Tributary, representa a maior transação individual dentro do plano de desinvestimento da Resia, subsidiária americana que tem sido um ponto de atenção nos balanços da MRV.

Avanço no Plano de Desinvestimento

Com esta operação, somada à venda de outros ativos como Marine Creek e Tucker, a MRV elevou o total de alienações no primeiro trimestre de 2026 para US$ 91,5 milhões (aproximadamente R$ 480 milhões). Desde o início do programa, a Resia já se desfez de cerca de US$ 241 milhões em ativos, o que representa pouco menos de um terço da meta de US$ 800 milhões a ser cumprida até o final deste ano.

Desafios e Reestruturação da Resia

A venda do Tributary já era esperada, pois o empreendimento estava estabilizado e pronto para ser negociado há meses. No entanto, a Resia ainda precisa monetizar aproximadamente US$ 559 milhões até dezembro. O portfólio remanescente inclui projetos em diferentes estágios de maturação e terrenos que sofreram desvalorização significativa, impactados por um excesso de oferta em mercados como Dallas, Houston e Atlanta, que comprimiram os aluguéis e atrasaram a estabilização dos projetos.

Aposta Americana e Futuro da Subsidiária

A operação americana da Resia nasceu como uma aposta ambiciosa no segmento de multifamily, mas enfrentou dificuldades como juros altos, expansão geográfica acelerada e altos investimentos. Em 2025, a Resia registrou um prejuízo de US$ 243 milhões e acumulou US$ 695 milhões em dívidas. Diante desse cenário, a MRV não iniciará novos projetos pela Resia e avalia alternativas para separar a subsidiária, como cisão, spin-off ou a entrada de um investidor parceiro. A família Menin, controladora da MRV, reitera a crença nos fundamentos do negócio a longo prazo, mas reconhece as distorções de curto prazo geradas pela operação sob o guarda-chuva da construtora brasileira.

Fonte: investnews.com.br

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