Investimento milionário em pauta
Um novo filme sobre a biografia de Jair Bolsonaro, intitulado provisoriamente de “Dark Horse”, está gerando burburinho nos bastidores cinematográficos. A informação de que o longa-metragem pode ter custado a impressionante quantia de R$ 134 milhões, valor que teria sido negociado com Flávio Bolsonaro, levanta questionamentos sobre o financiamento e a escala de produções audiovisuais no Brasil.
Comparativo com gigantes de Hollywood
Para se ter uma dimensão do investimento, o valor de R$ 134 milhões é comparável ao orçamento de produções de grande porte em Hollywood. Filmes como “O Diabo Veste Prada”, uma comédia de sucesso, tiveram orçamentos estimados em torno de US$ 35 milhões (aproximadamente R$ 170 milhões na cotação atual). Já “Anora”, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, teve um custo de produção divulgado em torno de US$ 20 milhões (cerca de R$ 100 milhões).
O universo de Star Wars e produções brasileiras
A franquia “Star Wars”, um fenômeno mundial, apresenta orçamentos ainda mais expressivos. “O Despertar da Força”, por exemplo, teve um custo estimado em US$ 245 milhões (mais de R$ 1,2 bilhão). Em comparação, o valor atribuído ao filme sobre Bolsonaro se destaca, especialmente quando o mercado cinematográfico brasileiro frequentemente lida com orçamentos significativamente menores para suas produções nacionais.
Desafios e expectativas para o cinema nacional
A notícia sobre o alto investimento no filme “Dark Horse” reacende o debate sobre a viabilidade econômica e a atratividade do cinema brasileiro para grandes aportes financeiros. Enquanto produções internacionais com orçamentos milionários buscam o alcance global, filmes nacionais enfrentam desafios para captar recursos e garantir sua distribuição. A expectativa é que, caso confirmados os valores, o longa-metragem sobre Bolsonaro se posicione como um marco no cinema brasileiro em termos de investimento, gerando discussões sobre o retorno e o impacto cultural de tais produções.
Fonte: super.abril.com.br
