Repatriados 94 passageiros e tripulantes de cruzeiro afetado por hantavírus em Tenerife

Início da Repatriação em Tenerife

Noventa e quatro passageiros e tripulantes do navio de cruzeiro Hondius, que foi afetado por um surto de hantavírus, iniciaram seu retorno para casa a partir da ilha espanhola de Tenerife neste domingo (10). A operação de repatriação, que abrange pessoas de 19 nacionalidades diferentes, entrou em seu segundo e último dia na segunda-feira (11), com a partida dos voos finais e a partida do navio rumo aos Países Baixos.

Operação Transcorre com Segurança

A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, declarou que a operação ocorreu com total normalidade e segurança. Os repatriados foram transportados de avião a partir do aeroporto de Tenerife Sul, seguindo a ordem por nacionalidades. Voos partiram para países como França, Países Baixos, Canadá, Irlanda, Turquia e Reino Unido. Os britânicos, por exemplo, aterrissaram em Manchester e devem cumprir quarentena por até 72 horas perto de Liverpool.

Notas de Preocupação e Isolamento

A única preocupação registrada durante o primeiro dia de repatriação foi a apresentação de sintomas por um dos franceses evacuados, conforme informado pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu. Apesar disso, o argentino repatriado Carlo Ferello minimizou a gravidade da situação a bordo, descrevendo o ambiente como não preocupante e destacando que novos casos não surgiram após os primeiros contágios. Ele mencionou que a vida a bordo seguiu de maneira bastante normal para ele, que ficou isolado.

Cooperação Internacional e Riscos

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, presente em Tenerife, elogiou a cooperação internacional e afirmou que o risco para a saúde pública permanece baixo. Segundo autoridades sanitárias, a maioria dos passageiros está assintomática, mas classificados como contatos de alto risco, devendo cumprir quarentena. Uma exceção são os americanos, que não serão obrigatoriamente quarentenados, uma decisão que o diretor-geral da OMS avaliou como envolvendo riscos. O Hantavírus é um vírus raro para o qual não há vacina, e o último balanço da OMS aponta seis casos confirmados e três mortes associadas ao surto no navio Hondius, que havia partido de Ushuaia, na Argentina.

Fonte: g1.globo.com

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