Expansão Estratégica no Setor de Energia
A família Batista, conhecida por sua atuação diversificada que abrange desde processamento de carnes até serviços financeiros, expande seus investimentos para o setor de petróleo na Venezuela. A aquisição de uma participação na Petrolera Roraima (Petrororaima), localizada no Cinturão de Óleo Pesado do Orinoco, representa um movimento estratégico em um momento de reabertura e flexibilização das sanções americanas sobre o país.
Oportunidade em Ativos Históricos
A Petrororaima foi anteriormente operada pela ConocoPhillips, antes de ter seus ativos expropriados pelo governo venezuelano em 2007. Agora, sob a gestão da Fluxus, parceira da família Batista na operação, há planos ambiciosos para aumentar a produção da petroleira. A meta é elevar a produção para 120.000 barris por dia em cinco anos, um salto significativo em relação ao volume atual, que é de apenas um quarto dessa meta. A operação cumpre as licenças emitidas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA.
Histórico de Conexões e Investimentos na Venezuela
Os laços da família Batista com a Venezuela não são recentes. Há mais de uma década, a JBS, gigante de proteína animal do grupo, firmou um acordo de US$ 2,1 bilhões com o governo venezuelano para fornecimento de carne bovina e de frango, em um período de escassez de alimentos no país. Joesley Batista, figura proeminente da família, já se reuniu com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e tentou intermediar a saída do poder do presidente venezuelano Nicolás Maduro. A Pilgrim’s Pride Corp., subsidiária da JBS nos EUA, foi uma das maiores doadoras da campanha de posse de Trump, evidenciando as conexões políticas do grupo.
Perspectivas e Futuros Investimentos
O interesse da família Batista em ativos de petróleo e mineração na Venezuela permanece forte, mesmo diante de recentes eventos naturais no país. A Venezuela detém algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, com uma produção que já ultrapassou 3 milhões de barris por dia na década de 1990, mas que sofreu um declínio acentuado devido a má gestão, interferência política e sanções. Atualmente, a produção diária gira em torno de 1,2 milhão de barris. A transação com a Petrororaima confere à Fluxus uma participação direta em um mercado com potencial de recuperação e crescimento.
Fonte: investnews.com.br