Gol e Avianca: Holding Abra Group perto de fechar compra de até 20 jatos E2 da Embraer

Virada Histórica para a Gol

A Abra Group, controladora da Gol e da Avianca, está em negociações avançadas para adquirir até 20 aeronaves E2 da Embraer. A informação foi divulgada por fontes próximas ao assunto, que indicam um possível anúncio já na próxima semana, durante o Farnborough International Airshow. Caso confirmada, a compra representaria uma mudança significativa para a Gol, que, desde sua fundação em 2001, operava exclusivamente com aeronaves Boeing 737, estratégia que visava a otimização de custos através de uma frota única.

Atualmente, a frota da Gol é composta por cerca de 140 aeronaves, com o modelo 737 MAX 8 predominando. A companhia possui planos de expansão que podem levar sua frota a 167 jatos até 2029. A recente saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos abriu caminho para a diversificação, como evidenciado pela recente aquisição de aeronaves Airbus A330-900neo para voos internacionais. A sinalização do CEO Celso Ferrer sobre o interesse em uma “subfrota regional” com aeronaves menores que o 737, como os E2 da Embraer ou o Airbus A220, reforça essa nova estratégia.

Novas Rotas e Eficiência Operacional

A introdução de jatos como o Embraer E2, com capacidade para até 146 passageiros, permitiria à Gol e à Avianca otimizar rotas de menor demanda e atender aeroportos com restrições de porte. Essa estratégia já é adotada por outras companhias aéreas brasileiras, como Azul e Latam, e possibilita a abertura de novas frequências e cidades sem a necessidade de operar aeronaves maiores com baixa ocupação. Além disso, o menor consumo de combustível dos E2 em rotas menos movimentadas representa uma vantagem econômica.

O Cenário da Avianca e Benefícios para a Abra Group

Para a Avianca, a incorporação dos E2 representaria a adição de uma terceira família de aeronaves à sua frota, que já conta com Airbus A320 e Boeing 737 MAX, além de modelos de longo curso. A Abra Group, ao negociar em bloco, busca não apenas obter melhores condições comerciais, mas também ter maior flexibilidade para alocar os novos jatos onde eles gerarem maior rentabilidade. A decisão reflete uma mudança de paradigma para a Gol, saindo da eficiência da frota única para uma operação segmentada, porém mais afiada em termos de receita, utilizando a aeronave mais adequada para cada tipo de rota.

Vitória para a Embraer

Para a Embraer, a concretização deste negócio seria um marco importante, tanto comercial quanto simbolicamente. A fabricante brasileira conseguiria posicionar seu jato E2 na maior operadora de Boeing 737 do Brasil, um mercado que até então lhe era inacessível. A potencial encomenda, que pode chegar a 20 aeronaves, reforça a competitividade da Embraer no mercado global de jatos regionais e de corredor único.

Fonte: investnews.com.br

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